A Savana e a Montanha

Curta Metragem:  Vagar de Frederico Ferreira

21h30 | 24 de junho 

de Paulo Carneiro
A Savana e a Montanha | 77 min. | Portugal, Uruguai | 2024 | m/12

Seleção Oficial Quinzena dos Realizadores

Vencedor Melhor Filme

Seleção Oficial

Seleção Oficial

Depois de ter passado pela 77.ª edição do Festival de Cannes 2024, o maior festival de cinema do mundo, “A Savana e a Montanha”, filme rodado integralmente com a comunidade de Covas do Barroso, no concelho de Boticas, apresenta-nos a luta desta aldeia contra a multinacional britânica Savannah Resources, que planeava construir uma das maiores minas de lítio a céu aberto da Europa junto às suas casas. Perante esta ameaça iminente, a comunidade decidiu organizar-se e expulsar a empresa das suas terras. Após vários anos de conflito latente, o Governo português atribuiu uma declaração ambiental favorável ao projeto. Como resultado, a Savannah reiniciou as atividades de prospeção e a comunidade respondeu bloqueando o seu acesso à terra. A declaração ambiental reconheceu os impactos negativos para a população e para a Natureza causados pelo ruído, poeiras e vibrações das explosões, a destruição permanente das fontes de água subterrâneas e o desvio de cursos de água. O projeto é incompatível com o reconhecimento, pelas Nações Unidas, da região do Barroso como o único Sistema do Património Agrícola de Importância Mundial (SIPAM) em Portugal (e um dos poucos na Europa). A empresa Savannah afirma que estes impactos podem ser atenuados através de compensações monetárias, mas as populações locais dizem que nenhum dinheiro pode pagar a perda da sua qualidade de vida e a ameaça que o projeto representa para o seu futuro. A Savana e a Montanha inspira-se na recusa desta narrativa pelo povo de Covas do Barroso e na sua resistência contra um inimigo forte (mas não imbatível).

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