12 novembro 2020 | 21h30

MÁXIMA

de Claudia Sparrow

Maxima | 88’ | EUA, Peru | 2019 | m/12

Máxima conta a história de Máxima Acuña, vencedora do Prémio Goldman 2016, o “Prémio Nobel Ambiental”, uma agricultora de subsistência das montanhas peruanas, que enfrenta uma das maiores empresas de extração de ouro do mundo.

Máxima luta ferozmente pelo direito de viver como a sua família vive há centenas de anos. Analfabeta e nascida no seio de uma família de agricultores, para ela, a água e a terra são vida e devem ser sempre protegidas a todo o custo, pois sem elas, é impossível sobreviver.

Ao testemunharmos o modo de vida de Máxima, descobrimos como tudo isso corre o risco de desaparecer. Um projeto mineiro de muitos milhões de euros lançado pela Newmont, e parcialmente financiado pelo Banco Mundial, deixou o sustento dela e de milhares de pessoas, bem como as belas montanhas, os lagos e os sistemas aquíferos, em risco de desaparecerem para sempre.
Nos últimos sete anos, a Newmont tem alegado a titularidade das terras de Máxima. Sem elas, o milionário projeto de expansão mineira não é possível. A Newmont tem recorrido à violência, à intimidação e aos tribunais para tentar afastar Máxima e a sua família. A vida de Máxima corre perigo iminente.
Enquanto acompanhamos a luta de Máxima pela justiça no Peru e nos EUA, revelamos como a Newmont escapa às acusações de crimes ambientais e de violação de direitos humanos, e qual o papel do Banco Mundial em todo esse esquema.