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DOWNLOAD DO PROGRAMA COMPLETO 4.ª TEMPORADA

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3 MARÇO 2015

RICH HILL

de Andrew Droz Palermo e Tracy Droz Tragos

91 minutos | EUA | 2014

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TEATRO MIGUEL FRANCO, LEIRIA, 21h30

ESTREIA NACIONAL

 

Um olhar ao interior das casas e vidas de uma pequena cidade, na América rural, onde crianças isoladas enfrentam escolhas de partir o coração, pais marginalizados lutam para sobreviver, e, apesar de tudo, as famílias se agarram à promessa de igualdade de oportunidades e de uma vida melhor, no futuro.

 

RichHill_hadoc_lrRich Hill, Missouri (população: 1393).
Longe da autoestrada, ao lado da ferrovia.

ANDREW, 14, trabalha na sua bicicleta, fala de sonhos com o seu pai, pratica movimentos de dança com a sua irmã gémea. É um adolescente como tantos outros nos Estados Unidos da América, excetuando o facto de que os seus dias são muitas vezes também dias de sobrevivência.

HARLEY, 15, vive com a avó, porque a mãe está na prisão por tentativa de homicídio. Ainda assim, Harley é o primeiro a fazer uma piada e a provocar uma gargalhada quando menos se espera.

APPACHEY, 13, encontra consolo no skate e, apesar da sua inteligência, teve de repetir o 6.º ano, o que, claramente não é o suficiente para corrigir o que está errado na sua vida.

Estes rapazes podem ser duros – sabem o que é andar com um semblante fechado como se não tivessem nada a perder – mas ao conhecê-los mais de perto, percebe-se a sua perspetiva, o seu humor e a sua determinação em sobreviver. E apesar do isolamento e da brutalidade das circunstâncias, a sua esperança num futuro melhor persiste. Creem que o seu trabalho será recompensado, e que, embora não exista nenhum mapa ou modelo a seguir, até eles podem viver o sonho americano.

 

 

 

 

17 MARÇO 2015

COWSPIRACY

O SEGREDO DA SUSTENTABILIDADE

de Kip Andersen e Keegan Kuhn

85 minutos | EUA | 2014

 

Cowspiracy pode ser o mais importante filme feito para inspirar a salvação do planeta – Louie Psihoyos, realizador de “The Cove”, premiado com o Óscar

Um documentário que vai agitar e inspirar o movimento ambiental – Darren Aronofsky, realizador de “Noé”, “Cisne Negro” e “A vida não é um sonho”

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Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade é um documentário ambiental inovador que segue o intrépido cineasta, Kip Andersen, à medida que descobre a indústria mais destrutiva que o planeta enfrenta hoje e investiga os motivos pelos quais as principais organizações ambientais do mundo têm tanto medo de falar sobre ela.

A agropecuária é a principal causa da desflorestação, consumo de água e poluição. É responsável por mais gases de efeito estufa do que o setor dos transportes e é o principal motor da destruição da floresta tropical, extinção de espécies, perda de habitat, erosão do solo, “zonas mortas” do oceano e praticamente todos os outros problemas ambientais. No entanto, prossegue praticamente sem contestação.

À medida que Andersen aborda líderes do movimento ambiental, encontra cada vez mais o que parece ser uma recusa intencional em discutir a questão da agropecuária, enquanto os denunciantes e os “cães-de-guarda” da indústria o avisam dos riscos para a sua liberdade, e mesmo para a sua vida, caso se atreva a persistir na investigação.

Tão revelador como “Blackfish” e tão inspirador como “Uma Verdade Inconveniente”, este é um documentário chocante, ainda que recheado de humor, e que revela o impacto ambiental absolutamente devastador que a pecuária industrial de larga escala tem sobre o nosso planeta, abrindo um caminho à sustentabilidade global para uma população mundial em crescimento.

 

 

 

7 ABRIL 2015

A 60 KM/H

de Facundo Marguery

100 minutos | Uruguai | 2014

p60

 

TEATRO MIGUEL FRANCO, LEIRIA, 21h30

ESTREIA NACIONAL

 

O que acontece quando chegamos aos 50 anos e nos apercebemos que estamos a repetir os mesmos erros do nosso pai? Que fronteiras estamos dispostos a cruzar?

“A 60 km/h” é um filme que, através de entrevistas com os protagonistas e de filmagens desta viagem à volta do mundo, nos fala de família, sacrifício, perseverança, convicções e do valor da palavra.

 

A60km-h_hadoc_mrO Citröen Méhari é um veículo todo-o-terreno ligeiro: 600cc, dois cilindros e 28 cavalos, com uma velocidade máxima de 60km/h.

Divorciado e solitário, o uruguaio Mario Sabah decidiu, pelo seu 50.º aniversário, concretizar um sonho de longa data e fazer uma viagem pelo mundo neste carro. Largou o emprego e reparou o Méhari azul que em tempos havia servido como carro da família.

Levando uma câmara e acompanhado pelos seus dois filhos, embarcou numa viagem de 150 000 km, através de 45 países e 5 continentes.

Uma vez na estrada, não tardou muito para que a tensão crescesse. Após um choque de personalidades a meio caminho do percurso na América Latina, Mario continua sozinho até ao Canadá. Por vezes, conduz 600 km de uma assentada, mesmo sem se aperceber.

“Não me perguntem o que aconteceu no meio, porque eu não consigo dizer.”

Chegado ao norte, embarca o Méhari com direção a Espanha, e daí viaja pela Europa, Ásia e mesmo pela Austrália, desafiando o calor, a chuva, o pó, e todas as formas de caos ao longo do caminho – com bastante ânimo, muito pouco dinheiro e a uma velocidade que é crucial para contar esta história.

Nas palavras do seu filho, Mattias: “A 60 km/h, és como um camaleão. Vais devagarinho, transformando-te juntamente com a paisagem que atravessas.”

 

 

 

 

21 ABRIL 2015

O SAL DA TERRA

de Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

110 minutos | França, Brasil, Itália | 2014

 

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TEATRO MIGUEL FRANCO, LEIRIA, 21h30

ESTREIA

 

Nos últimos 40 anos, o fotógrafo Sebastião Salgado viajou por todos os continentes, nas pegadas de uma Humanidade sempre em mutação. Testemunhou alguns dos maiores eventos da nossa história recente: conflitos internacionais, fome e êxodo. Embarca agora numa viagem à descoberta dos territórios virgens, da fauna, da flora e das paisagens grandiosas, num enorme projeto fotográfico, “Génesis”, que presta tributo à beleza do planeta.

 

Há mais de 20 anos, o olhar do cineasta Wim Wenders foi atraído por uma fotografia de umSalDaTerra_hadoc_mra mulher berbere cega. Até hoje, esta imagem está exposta no seu estúdio. 

O homem responsável por esta fotografia é Sebastião Salgado, fotógrafo brasileiro que fez inúmeras viagens pelo mundo. Viveu com povos indígenas e em campos de refugiados durante meses e anos seguidos, tendo voltado sempre com poderosas imagens que impressionam, chocam ou surpreendem.

Salgado é um homem marcado pela vida que levou, e a sua voz tranquila acompanha as fotografias a preto e branco, algumas delas retratando tragédias e crueldades inimagináveis. 

Nas suas palavras: “Não há nenhum animal tão agressivo como o ser humano.”

Mas que pode um fotógrafo fazer quando, depois da enésima viagem, não quer – ou não é capaz de – documentar novas atrocidades? 

Salgado tinha a sua própria solução para isso, pelo que, juntamente com o seu filho, decidiu filmar entre as morsas e os ursos polares, ou a replantação de uma floresta tropical na sua região natal, com o intuito de mostrar que ainda há muitos lugares intocados no mundo.

Wim Wenders e o filho de Salgado, Juliano Ribeiro, criaram uma requintada visão geral da extensa obra deste fotógrafo apaixonado, e do próprio homem – um homem que acredita que todas as histórias, não importa o quão bárbaras, merecem ser contadas.

 

 

 

 

5 MAIO 2015

PIXADORES

de Amir Escandari

93 minutos | Finlândia, Dinamarca, Suécia | 2014

 

p60

 

TEATRO MIGUEL FRANCO, LEIRIA, 21h30

ESTREIA NACIONAL

 

Quatro jovens, todos das favelas de São Paulo, têm uma missão na vida. Sem qualquer equipamento de segurança, escalam edifícios altos para, com latas de spray, pintarem os seus nomes e slogans, criticando a sociedade. Sobem o mais alto que conseguem, sempre vestidos de negro.

Quando são convidados para a Bienal de Berlim, ocorre um choque cultural memorável, já que o curador parece não conseguir entender o que está no âmago da pixação, ou graffiti brasileiro. Serão estes homens artistas, anarquistas ou criminosos?

 

Pixadores é um filme sobre um grupo de jovens da periferia de São Paulo, no Brasil: Djan, WillPixadores_lr_shiam, Biscoito e Ricardo. Estão desempregados ou fazem biscates para sustentar as famílias.

Vivem para a pixação, uma forma única de arte urbana, originária de São Paulo. Os pixadores escrevem mensagens enigmáticas nos lugares mais inacessíveis que encontram, como, por exemplo, em edifícios altos. Expressam a sua revolta contra a sociedade, com os seus slogans pintados nas paredes da cidade, à noite.

Um convite surpresa para o grupo apresentar o seu trabalho enquanto artistas na Bienal de Berlim, muda as suas vidas. Entram num outro mundo, um mundo que passaram anos a ridicularizar e a atacar.

Precisam de obter documentos de identificação para poder viajar. Rapidamente se apercebem que o convite para a Bienal de Berlim está repleta de termos e condições que desaprovam. Tal como não aprovam a tela branca sobre a qual são convidados a pintar quando, finalmente, chegam a Berlim.

O workshop termina em caos. A viagem a Berlim é um triunfo para o movimento, mas a sua amizade fica abalada, com os problemas surgidos em Berlim a seguirem-nos até casa, onde são confrontados com questões legais.

Pixadores é um filme sobre um movimento de protesto e revolta em São Paulo e dos desafios colocados aos ideiais que representa. Com o mundo em expansão fora da favela, tanto a revolta como a amizade são postas à prova.

 

19 MAIO 2015

GOOD OL’FREDA

de Ryan White

86 minutos | Reino Unido | 2013

 

p60

 

TEATRO MIGUEL FRANCO, LEIRIA, 21h30

ESTREIA NACIONAL

 

GoodOlFreda_lrFreda Kelly era apenas uma tímida adolescente de Liverpool quando foi convidada para trabalhar com uma banda local, na esperança de chegar à ribalta.

Embora não tivesse noção do quão longe iriam, desde o início que Freda tinha fé nos The Beatles, e os Beatles tinham fé nela.

A História assinala que os Beatles estiveram juntos durante 10 anos, mas Freda trabalhou para eles durante 11. Muitas pessoas entraram e saíram do círculo da banda à medida que esta crescia em direção ao estrelato internacional, mas Freda permaneceu firme devido à sua lealdade inabalável e dedicação. Como secretária e amiga dedicada dos Beatles, Freda esteva presente à medida que a história se desenrolou. Foi testemunha da evolução – avanços e recuos, progressos e desafios – da maior banda da História.

Em “Good Ol ‘Freda”, Freda conta as suas histórias pela primeira vez em 50 anos. Um dos poucos filmes com o apoio dos Beatles ainda vivos e com música original dos The Beatles, este documentário oferece uma perspetiva privilegiada sobre a banda que mudou a indústria da música.